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Ai Jesusinho ! Eu até gostava dos franceses e dos australianos até o início dessa Copa mas agora, tá difícil ! Os primeiros já tiveram a ousadia de eliminar o Brasil de uma Copa e depois levar embora nossos sonhos de conquistar o Penta em 98, tá certo que depois conseguimos mas imagina, era pra gente estar pedindo para os meninos trazerem o hepta. Sei lá o que fizeram com o Fenômeno naquele raio de jogo. Sei lá quem foi também. Suzana e Bial que o digam. "Maldades" à parte, até hoje não consigo entender o que deu no Ronaldo, que naquela época era o Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldinho. E o segundo, os australianos, vieram com uma impáfia, que eu adorei vê-los indo de volta ao país sede da praga sapo-cururu. Volta Austrália, vai engolir sapo ! E o melhor de tudo, é que foi levado daqui mesmo, do Brasil, e agora se tornou uma praga no país deles. KKKKKKKKKKKKKK, sorry, mas é muito engraçado !
Luma sonha com um anjo à beijar-lhe a face
Luma sonha com as tardes frias aquecida pela risada frouxa das crianças
Luma sonha com a retidão de carater da espécie humana
Luma acorda...
Luma desperta...
Luma, a vida é mais que um sonho
A vida Luma, é feita de lembranças.

MÁXIMAS E MÍNIMAS DO BARÃO DE ITARARÉ
- De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
- Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.
- Quem empresta, adeus!
- Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.
- Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
- Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
- Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.
- Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.
- Quem só fala dos grandes pequeno fica.
- Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.
- Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. (Ge-gê: apelido de Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).
- Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.
- Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.
- O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
- Os juros são o perfume do capital.
- Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.
- Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
- O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.
- A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.
- Cobra é um animal careca com ondulação permanente.
- Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.
- Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.
- Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.
- É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.
- A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.
- Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.
- O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.
- Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.
- Mulher moderna calça as botas e bota as calças.
- A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.
- Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.
- A promissória é uma questão "de-vida". O pagamento é de morte.
- A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
- Deus dá peneira a quem não tem farinha.
- Testamento de pobre se escreve na unha.
- Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo.
- Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.
- O fígado faz muito mal à bebida.
- O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.
- Com as crianças, é necessário ser psicólogo. Quando uma criança chora, é porque quer balas. Quando não chora, também.
- O menino, voltando do colégio, perguntou à mãe: "Mamãe, por que é que pagam o ordenado à professora, se somos nós que fazemos os deveres?"
- O feio da eleição é se perder.
- A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas, em geral, enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.
- Com dinheiro à vista toda gente é benquista.
- Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.
- Palavras cruzadas são a mais suave forma de loucura.
- A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis.
- O homem cumprimentou o outro no café: "Creio que nós fomos apresentados na casa do Olavo." "Não me recordo." "Pois tenho certeza. Faz um mês, mais ou menos." "Como me reconheceu?" "Pelo guarda-chuva." "Mas nessa época eu não tinha guarda-chuva." "Realmente, mas eu tinha!"
- O homem é um animal que pensa; a mulher, um animal que pensa o contrário. O homem é uma máquina que fala; a mulher é uma máquina que dá o que falar.
- O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
- O mal alheio pesa como um cabelo.
- A solidez de um negócio se mede pelo seu lucro líquido.
- Que faz o peixe, afinal? - Nada.
- A sombra do branco é igual a do preto.
Aparício Torelly, o "Barão de Itararé", que também usou o pseudônimo de "Apporelly", era gaúcho de Rio Grande, nascido em 29/01/1895. Estudou medicina, sem chegar a terminar o curso. Já era conhecido quando veio para o Rio fazer parte do jornal O Globo, e depois do A Manhã, de Mário Rodrigues, um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de "A Manha". Teve tanto sucesso que seu jornal sobreviveu ao que parodiava. Editou, também, o "Almanhaque" o Almanaque d'A Manha". Faleceu no Rio de Janeiro em 27/11/1971. O "herói de dois séculos", como se intitulava, é um dos maiores nomes do humorismo nacional. Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1985, págs. 27 e 28, coletânea organizada por Afonso Félix de Souza.
Barão de Itararé
Do livro Máximas e Mínimas do Barão de Itararé. Rio de Janeiro, 1985.
- Faço o que quiseres - repetia o porteiro do Céu -, mas não acho que deva permitir a entrada a um advogado, não só porque nem um tem assento entre os santos, mas também porque; muito ao contrário, juraria que se encontram no inferno todos os de tua profissão.
Santo Ivo não se desconcertou; antes, como bom advogado, teve tão convincentes razões para rebater as de São Pedro que este lhe permitiu finalmente entrar no Céu, mas com a condição de permanecer junto à porta.
O hóspede entrou calmamente, sentou-se no lugar indicado por São Pedro, que foi participar a Nosso Senhor o sucedido...
- Fizeste mal! Muito mal, Pedro! - respondeu Deus, quando acabou de escutá-lo.
- Havia resolvido que nenhum advogado entraria no Céu, e tinha cá minhas razões para isso. Mas já que está, deixa ficar; sem embargo, não deixes que ele se misture com os outros santos, pois do contrário acabarão no Céu a paz e a boa harmonia. Não o deixes passar além da porta.
Aborrecido e cabisbaixo, voltou São Pedro aonde estava Santo Ivo e comunicou-lhe as ordens dadas pelo Senhor. O Santo advogado encolheu os ombros e, à guisa de passatempo, começou a entabular conversa com São Pedro.
- Que posto ocupas aqui no Céu?
- Não sabes? Sou o porteiro.
- Por quanto tempo?
- Para todo o sempre.
- Deixa disso. Só se tiveres algum contrato firmado...
- Não há contrato nem coisa que o valha, e para dizer a verdade não há necessidade disso.
- Como assim? Então não estás vendo, grande ingênuo, que qualquer dia Deus pode ter a idéia de te destituir, sem mais nem menos, do cargo que com zelo vens desempenhando há tanto tempo, sem que possas fazer valer teus direitos?
São Pedro coçou a orelha, e, mais amofinado que antes, foi novamente falar com Deus.
- Vamos lá, que é que pensas?
- Preciso de um contrato em que se declare que sou o porteiro do Céu para todo o sempre. Até hoje temos deixado as coisas andar à vontade; mas se vos der na idéia, qualquer dia me destituís do cargo que com tanto zelo...
- Não te dizia eu? Tudo isso são trapaças daquele advogadozinho que tens na porta e que soube encher-te a cabeça.
E ajuntou depois, tomando uma resolução:
- Anda, Pedro, corre e manda-o entrar imediatamente, pois prefiro tê-lo perto de mim a vê-lo junto à porta.
Eis como entrou no Céu o primeiro advogado.
"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas.
Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha,
nem desconfia que se acha conosco desde o início
das eras. Pensa que está somente afogando problemas
dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar
inquietação do mundo!"